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Marta garante que reduzirá a alíquota do ISS se for eleita
Em mais uma tentativa de sepultar de vez o apelido de "Martaxa", a candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, afirmou que poderá reduzir a alíquota do ISS (Imposto Sobre Serviços), caso seja eleita neste ano. O anúncio foi feito em sabatina realizada na manhã de ontem na Faap (Fundação Armando Álvares Penteado). A ex-prefeita fez ainda severas críticas à gestão Serra-Kassab.
A diminuição do ISS faria parte de um plano de redução da carga tributária, anunciado por Marta no anúncio da sua candidatura, no começo de junho. A petista não deu mais detalhes de quanto ou como será essa diminuição do ISS. "Agora se cogita nessa área [a diminuição]. Não vou me estender sobre isso. Nesta hora nós percebemos que é possível a redução. Como, quanto e tal, ainda não batemos o martelo", disse.
A estratégia de diminuição da carga tributária faz parte da estratégia de Marta para reconquistar votos na classe média. A ex-prefeita considera o aumento da carga tributária o maior erro de sua gestão. "Eu acho que foi muita vontade de consertar muita coisa ao mesmo tempo, acho que acabamos pesando a mão para alguns setores da sociedade", disse. Na época, cientistas políticos apontaram esta como a principal causa da derrota para José Serra (PSDB) em 2004.
"A experiência me mostrou que, quando se mexe no bolso do cidadão, você tem de ter um cuidado redobrado. Acho que essa experiência garante, pelo menos a vocês, eleitores, que a única esquadrante que nunca mais vai aumentar taxas sou eu, pelo amor de Deus, pela experiência negativa que tive", afirmou Marta.
A ex-prefeita lembrou ainda que em sua gestão mais de um milhão de residências tinham isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e que este número atualmente beira os 200 mil, após mudanças feitas na gestão Serra-Kassab.
Críticas
Marta Suplicy criticou a falta de projetos para a revitalização do Centro de São Paulo na atual gestão. "Isso me deixou muito decepcionada. Nós fizemos um acordo com o BID [Banco Interamericano de Desenvolvimento] de US$ 100 milhões, no qual a prefeitura daria a contrapartida para poder reconstruir o Centro", disse. Marta afirmou que o recurso só chegou no final de 2003, devido a uma demora no trâmite do projeto do convênio no Senado, e que iniciou as obras com o dinheiro da contrapartida. "Deixamos um recurso grande e foram utilizados apenas US$ 4 milhões em quatro anos. Não teve planejamento, foi tentado fazer uma coisa na Cracolândia e não deu certo. Está lá do mesmo jeito. A cidade de São Paulo paga multa por não utilizar o dinheiro", disse.
Ainda sobre o centro da capital, Marta afirmou querer fazer uma espécie de "Puerto Madero" na zona cerealista de São Paulo, para recuperar a região. A referência de Marta foi ao bairro de Buenos Aires que é um reduto de restaurantes, muito freqüentado por turistas. "São Paulo não tem praia. A cidade precisa de um lugar que possa promover essa troca rica de cultura", disse.
Marta criticou mais uma vez o rodízio de caminhões, que classificou de "improvisado" e afirmou que a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) está sucateada. Sobre segurança, afirmou que a Guarda Civil Metropolitana "bate nas pessoas". "O que eu falei é o que eu ouço na periferia. Eu tenho escutado muita reclamação da Guarda, que está com um comportamento tipo polícia, um comportamento repressivo e não preventivo, que é o papel da Guarda."
Alckmin e Kassab
O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, tentou ontem colar sua imagem à do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Kassab disse que o governo federal já é parceiro da prefeitura em investimentos na habitação.
Conforme vem fazendo nos últimos dias, o democrata lançou hoje o desafio da educação à candidata Marta Suplicy. Segundo Kassab, até o final do ano o terceiro turno das escolas municipais será eliminado e os professores receberão um reajuste de 15% nos próximos dois anos. Marta mais uma vez não respondeu.
No campo tucano, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso agendou para hoje, às 13h30 uma visita ao comitê do ex-governador Geraldo Alckmin, candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo. O encontro foi marcado na semana passada quando, segundo Alckmin, FHC ligou e ofereceu-se para participar da campanha. As cenas do ex-governador ao lado do ex-presidente serão usadas na campanha eleitoral, segundo o deputado federal Edson Aparecido (SP), coordenador da campanha de Alckmin.
Fonte:
DCI
Associação
Paulista de Estudos Tributários, 14/8/2008
15:17:00
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